SAI: mais do que uma nova plataforma, uma mudança na forma de fiscalizar investimentos portuários.
A ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários está dando mais um passo na modernização da fiscalização dos investimentos previstos nos contratos de arrendamento portuário e contratos de adesão.
A partir da implantação do Sistema de Acompanhamento de Investimentos (SAI), o acompanhamento dos projetos deixa o modelo atual baseado no RAPIR e passa a contar com uma ferramenta destinada a padronizar, automatizar e dar maior rastreabilidade às informações físicas e financeiras dos investimentos.
Na prática, a mudança merece atenção das empresas reguladas.
Não se trata apenas de aprender a utilizar uma nova plataforma. O SAI tende a tornar mais estruturado o fluxo de informações entre regulado e Agência, reduzindo espaço para inconsistências, informações fragmentadas ou dificuldades na comprovação da execução dos investimentos.
Isso traz uma consequência importante: a qualidade da informação passa a ser ainda mais relevante na relação regulatória.
Projetos de investimento precisam estar acompanhados de dados consistentes, documentação organizada e capacidade de demonstrar, de forma objetiva, o que foi planejado, executado e eventualmente alterado ao longo de sua implementação.
A tecnologia, nesse contexto, não substitui a governança regulatória. Ao contrário: exige mais governança.
Por isso, a implantação do SAI deve ser vista pelas empresas como uma oportunidade para revisar procedimentos internos, responsabilidades, controles e fluxos de informações relacionados aos investimentos assumidos perante a ANTAQ.
O workshop de lançamento, marcado para 17 de setembro, será importante justamente para esclarecer não apenas o funcionamento da ferramenta, mas também os procedimentos e regras que orientarão sua utilização.
Para os regulados, o momento é de preparação — e não de adaptação de última hora.
No ambiente regulatório, informação organizada também é instrumento de compliance.